segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

TAMBÉM

TAMBÉM.

Basta um “também”, não é?
Um mísero “também”, nem precisa repetir.
Basta deixar fluir um consentimento qualquer.
Mais sincero também, depois de ir.
Não menos sincero a quem tem,
Um desejo de dizer que ama também.

Um “também” em vez de mentir.
Um mísero “também”, nada além.
Não custa dizer que quer bem.
Pouco!  Nem precisa ser tanto,
Que adianta gritar, chorar aos cantos.
As paredes rígidas, que nada respondem.

Um “também” em vez de fugir!
Um mísero "também", que custa?
Não adianta dizer abertamente que ama tanto,
Pra ninguém.
Melhor seria, um mísero “também”
Dito a quem ama também.

                                                           SAMUEL IVANI.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Comum aos normais

Comum aos normais.

Você sente sempre mais que o suficiente, nunca menos, demasiadamente sente.
Você sente aquilo que parte, não do coração, e sim, do estômago
E te invade; os olhos, os pés, e eles correm para uma única direção
“ Você!” Sente o tempo, não deseja que ele pare, e sim que ele passe
Passe, para viver, viver intensamente,  os segundos presentes, pois eles são a vida.
Você sente, mesmo na saudade, valer apena respirar.
Você sente, te falta o chão, e alcança qualquer coisa nas nuvens
Você  corre, escorrega e rir... Quão bom é rir quando se sente; se ilude.
Você sente, e se não sentisse, não seria toda essa ilusão real.
Você sente, vive a magia, mesmo que nela não acredite.
Você sente, e principalmente conquista aquilo, ou isto. Pouco importa!
Sente aquilo que despensa descrições, apenas alcança;
Você sente e alcança qualquer coisa que só sente quem ama.
Aquilo que só sente os normais. 

SAMUEL IVANI.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Criacionistas vs evolucionistas: teima eterna





 "A complexidade da vida prova aos tolos a existência do sobrenatural, da mesma forma que intensifica nos sábios o fato de sua inexistência." S. I

Acalma-te que a ignorância é um bem de todos. Explicarei para os tolos o sentido desta frase, pois sei que muitos não a compreendem: GOSTARIA QUE PRIMEIRO, ENQUANTO LEEM O TEXTO ABAIXO, FIQUEM IMAGINANDO UMA IDEIA DE UMA MÁQUINA PERFEITA, A SUA IDEIA DE UMA MÁQUINA PERFEITA. 

No mais, continuemos...  Quando um criacionista olha para a natureza, e ver a sua complexidade, mesmo conhecendo a vida apenas superficialmente, chegam a conclusão que toda esta complexidade e perfeição, não poderia ser obra do acaso, precisaria de um ser inteligente para criá-la, isto prova a sua fé no sobrenatural. Desta mesma forma, quanto mais conheço a complexidade da vida, mais intensifica em mim, o fato de não existir o ser sobrenatural que criou tudo, pois na verdade, na vida, não há nada de perfeito.
Raciocine comigo: a vida na terra é inteiramente dependente; seja do meio em que vive, isto para os seres autótrofos; seja de outro seres vivos (seres heterótrofos) pois retiram eles de outros seres, sua fonte energética. A vida não se sustenta independentemente, pois para tudo na vida há uma razão, uma explicação. Um órgão não existe no corpo humano ou de um animal qualquer, sem que haja nele uma serventia, uma razão para ele estar lá. Para mim, algo complexo, e ao mesmo tempo também é simples,  é algo que existe sem motivos, sem razões, e que não dar para imaginar, mesmo em hipótese, como ele surgiu. Acho que devem compreender de quem estou falando.

Voltemos agora a ideia da máquina perfeita, cujo pedi que imaginassem anteriormente, que creio, que não se distanciará a minha ideia das ideias dos demais. A minha ideia de máquina perfeita, primeiramente seria, um motor que funcionasse a água, pois ainda se encontra em abundância no planeta, porém se existisse algo assim, à água logo se tornaria rara e cara, logo, não seria uma máquina perfeita. Uma máquina perfeita seria, uma que funcionasse independente de fonte energética, funcionasse por si só, e mais, não liberasse calor, ou qualquer outra dejeto, por assim dizer. Para mim, algo perfeito e criado por um ser sobrenatural, teria que ser um ser independente, já que foi criado por magia, e não teria nada de complexo, pois a complexidade seria inútil neste caso. Esta sim, seria uma máquina perfeita, por tanto, a vida; a natureza, anda longe de ser perfeita.

Não compreendo o fato de tarjarem a natureza como obra perfeita de Deus, mesmo com a sua imperfeição da dependência e tantas outras, tais como: anomalias genéticas; que geram seres com deficiência. Algo perfeito não aceita falhas, se elas existem, logo, não há perfeição, tão pouco a perfeição, pode criar algo imperfeito. E como dizem os criacionistas: Deus nos criou perfeitos, apenas o nosso livre arbítrio nos condenou a perdição do pecado, sendo que o livre arbítrio, é uma característica inerente a racionalidade, que esta, é inerente aos humanos. Não compreendo como em todo resto da natureza, há também imperfeições, pois eles não foram condenados com o livre arbítrio, e mesmo assim, sofrem quase que dos mesmos castigos.

sábado, 23 de novembro de 2013

Decepções

  Não falarei mais deste amor que todos cultivam, não citarei mais belas palavras que pouco dizem. Não sonharei mais, e principalmente duvidarei desta realidade ilusória que todos vivem. Este amor rosa, este amor encantado, repleto de magia, quem diria que ele não é real...
 Eu digo, que pode ser real, mas tão indigno, que não mais sentirei, não em minhas plenas faculdades irracionais. 
Este amor que todos citam, este que poucos vivem, e todos dizem.
 Este amor de aquarela de uma cor só, de uma cor nobre, de uma dor pobre. 
Não mais falarei desse amor que todos amam. De nada me servem tais palavras, superficialmente jogadas ao vento, se ninguém que deveras ama, possui as redes corretas que as fisguem e as façam alimento de suas almas, ou essência, pouco importa a conotação que utilize.
 Não mais cultivarei tão indigno sentimento em minha essência tão humana. Viverei longe de tão raso sentimento, de tão claro contentamento, assim amarei um pouco mais a mim, que neste mundo de amores, sou quem deveras mereço amar. Já que todos amam uns aos outros, sabiamente resolvi amar a mim! Temo, no entanto, não ter mais do que falar...  
SAMUEL IVANI 

domingo, 17 de novembro de 2013

Essencia

As pessoas atribuem a seres sobrenaturais a razão de alguns livros terem suas ideias  atemporais e sempre eficientes. Lhes digo, que estes saíram do mais profundo recôndito da mente humana, e como somos essencialmente iguais, suas ideias são eternas por que simplesmente não mudamos desde a racionalidade. Ainda somos os mesmos, e ainda há, quem tolamente pense que somos seres evoluídos. As ideias evoluem de pessoas para pessoas, de geração para geração, porém a mente humana ainda é, em sua essência, igual a do primeiro homo sapiens. Quem compreende estas ideias, e ao menos um pouco desta essência imutável, poderia criar obras atemporais, no entanto estamos infectados por esta literatura pobre, criada por mentes incapazes de se auto reconhecer, dirá compreender um mundo universal da mente humana.  "Basta se conhecer para conhecer o restante da  humanidade."  Que continuem eles em sua doce ignorância, que ue continuo eu em meu amargo saber. SAMUEL IVANI

sábado, 9 de novembro de 2013

Perca-se, e encontre-se!

  Busque, desdobre-se, alcance, redescubra-se e principalmente se perca. Aqueles   que estão sempre certos de onde estão e pra onde irão, jamais criarão novos caminhos, jamais se reinventarão, e  pra sempre caminharão em trilhas já abertas e exploradas por outros. Quem nunca tem a sensação de estar perdido, jamais buscará meios de se encontrar. Perca-se, mas perca-se de verdade. Só assim buscará abrir trilhas em meio ao desconhecido. E acredite!  A trilha que tu crias a partir do improvável é que é  o teu autentico e verdadeiro caminho, e é lá onde te encontrarás, (não no final ou no meio da caminhada) te encontrarás a partir do primeiro passo que deres, e a cada novo passo que decidir caminhar, será uma nova descoberta. 
Aqueles que jamais se sentem perdidos, não lhes resta,  se não, a monotonia de nunca encarar a sensação de uma surpresa, de uma descoberta, que de certa forma, afasta o tédio da vida humana.  
 Há alguns que se sentem perdidos e lhes falta a coragem para tentar se encontrar, na verdade, sequer existe um local desconhecido em suas vidas  para que eles explorem, pois estas florestas intocadas se dá na vida, a partir da curiosidade, e em suas vidas vazias de tudo, não há espaço, não há o desejo, nem meios para que  busquem se encontrar.  Pessoas vazias, um vazio que é disfarçado na sensação de estarem perdidos, porém, digo-lhes que para estar perdido é preciso que tenha caminhado ao menos dois passos na sua trilha da vida, no entanto, muitos caminham apenas em uma esteira e têm a sensação ilusória que saíram do lugar, e mesmo assim, se sentem perdidos, e o pior, não buscam se encontrarem, não buscam criar novos caminhos. Preferem continuar perdidos  em sua esteira que não sai do lugar. Digo que estes não estão perdidos, se não, em seu próprio vazio, e no vazio não há espaço para que se encontrem. Triste fim para estes que se perdem dentro de si, por quê não se conhecem, e não possuem a curiosidade para buscar se conhecerem,  estes jamais encontrarão seus caminhos. SAMUEL IVANI

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Guerra humana

   
    A busca pela a paz mundial.  Creio eu, que seja a maior das hipocrisias do homem. A guerra está incrustada na essência humana, e não se distancia  do instinto de sobrevivência. A guerra destrói os homens, apenas pelo o fato de que a racionalidade permite que criemos realidades ilusórias, apesar das contradições no sentido das palavras. O homem imagina o que necessita para sobreviver muito além do que realmente precisa, porém,  a realidade é ilusória, no entanto a luta é real e destrói milhões de seus semelhantes. A paz mundial não passa de uma frase de efeito de candidatas a “miss universo. A  guerra estar  na essência humana, assim como  estar na  mãe o instinto de proteger a cria. Quando a guerra não é quente, é fria. Quando a ideia de guerra é repugnada, os homens  encontram meios de camuflá-la.O homem vive em um nicho ecológico competindo para sobreviver , assim como tantas outras espécies no planeta. Como já disse, a nossa capacidade de criar realidade é o que nos torna criaturas, ao olhar dos humanitários, desprezíveis.  Enquanto a raça humana existir haverá guerras. Note que como já não há tantos motivos reais para a guerra, a paz se torna o motivo, na verdade a paz sempre foi motivo principal..
.     
     O homem desde sempre busca meios de matar seus semelhantes com mais eficiência, e ainda se utiliza de eufemismo para encobrir a sua essência; buscando meios de matar de uma forma “mais humanitária”. O exemplo era  à bala dundum, um projétil criado em 1890, que se estilhaçava na vitima provocando sérios danos, diferente do que ocorre com a bala comum. À bala dundum foi proibida justamente por que provocava dores intensas. Então ficou legalizada a bala  que era mais humanitária. Outro exemplo mais recente aconteceu na síria em que foram utilizadas armas químicas em civis, do qual morreram mais de 1400 rebeldes círios. As armas químicas também são consideradas uma forma desumana de matar. Foi exigido que o arsenal químico do governo fosse destruído para que os (USA) não invadissem o país. A pergunta que paira é: Qual a forma mais correta para matar, Sendo que é errado tirar a vida de um ser humano? Diante de tais fatos, podemos concluir que a famigerada busca pela a paz mundial, não passa de uma forma eufêmica, ou desculpas, para  se encontrar meios mais eficientes de  matar e de se fazer guerras, guerras estas que são  inerentes ao nosso comportamento instintivo. A competição é inerente a vida biológica, competimos o tempo inteiro, em todos os âmbitos da vida, economia, amor, no esporte... Tudo não passa do instinto animal que temos e que jamais perderemos, já que tudo acontece inconscientemente. Guerras humanitárias, meus caros leitores. Irônico?  


“A mais tola das certezas humanas é crer que sua mente evoluiu  com a racionalidade. Ainda somos animais, com comportamento animal, só evoluiremos  quando pararmos de  negar esta realidade.” Samuel Ivani 

domingo, 27 de outubro de 2013

A educação condicionada aos interesses do governo

Efeitos da lei seca no Brasil
Trecho da minha redação:
[...]A lei seca de início, com a forte fiscalização, obteve exito.  O número de acidentes no país diminuiu significativamente, no entanto este assunto já não estar tão atual no nosso país. Hoje, a lei seca ainda traz muitos benefícios para a população e inclusive para o governo. Sendo que hoje ela estar servindo para tirar o foco do principal assunto que paira na mente dos jovens brasileiros, e da população em geral, que é a insatisfação com o governo, e o sistema politico vigente em nosso país, insatisfação esta, refletida em manifestos sociais.[...]
"Este tema na redação, só mostra que a educação é condicionada aos interesses dos governantes no poder. A lei seca a tempos que não estar na mídia, pouco se falou em jornais a respeito este ano.  É um tema definitivamente ultrapassado, apesar que deve ser sempre lembrado, já que é um problema sério os acidentes provocados por motoristas alcoolizados, para o governo é devido aos gastos com saúde com pessoas acidentadas.   No entanto o governo jamais daria a chance dos jovens criticar o governo na redação. Mais uma estratégia de marketing, que é sempre válida em nosso sistema politico."

terça-feira, 22 de outubro de 2013

As pessoas se vão


  As vezes me pego a pensar quantas vezes já mudei de vida, ou quantas vidas já tive por conta de tantas pessoas que conheci e que se foram com o tempo. As pessoas surgem,  pensamos que serão eternas, mesmo assim, elas  também se vão.
Me pego a pensar que na verdade eu que nunca fui eterno pra ninguém por conta que todas as vidas que vivi não eram minhas, consequentemente as pessoas também não. Aquelas que se foram, posso concluir também que não foram eternas pra mim. Na verdade, eu que sai  de suas vidas, porque a vida que vivia enquanto elas eram eternas, não era a vida que desejei. Todos continuam vivendo, enquanto eu  tento encontrar as minhas razões, nestas pessoas que surgem e que se vão com o tempo.  Quantos juramentos de eternas lembranças que jurei justamente, pois tudo, como dizem, "é eterno enquanto dura." No entanto, a distância em conjunto com o tempo fizerem destes juramentos meras faláceas em minha lembranças torras e opacas,  devido o tempo que passa sem parar.  Porém digo aos ouvidos tolos que um dia ouviram tais palavras sem méritos, que todas as vezes que tais lembranças me surgem a mente, elas tornam-se tão eternas quanto o dia que tolamente as deixei saírem de minha boca.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Trecho de "Se os cães falassem" meu terceiro livro.

"- Grito, pois louco sou.

- Tuas ideias devem sempre ser jogadas em terras férteis, e normalmente o mundo a tua volta é terra seca e árida. Então, aprisione-se! Silencie! Pois teus cantos aos ouvidos dos tolos se reduzem a meros gritos. Sementes de boa germinação, jogadas em terras inférteis jamais floresceram, e as ervas daninhas em volta farão questão de torná-la semelhante a tantas que a cercam. Então, silencie enquanto puder, e quando não puderes mais segurar, as ponha em papel amarelo, e jamais as publique. O mundo que contigo cresce, só fará de tuas boas sementes, nada mais que ervas daninhas que crescem sem méritos. Silencie tuas ideias, nem uma terra por mais verde que se pareça, é mais produtiva que tua própria mente.
- Mas eu, que sou louco, grito e canto e nada digo! Eu, que sou louco apenas grito.   Então tolo, se fores gritar, grite em silêncio." ( Se os cães falassem) Samuel Ivani

domingo, 13 de outubro de 2013

Texto em homenagem ao professor

MESTRE, MESTRE DA VIDA.  

Hei, tu que estás aí!
E nem sempre aparece,
Tu que de muitos não se difere,
E Corrige os erros,  desse  mundo incerto.

Hei,  tu que estás aí!
E tanto se esforça
Eu ignorante me abre portas,
E porque tantos te colocam em vielas esquecidas?
E tuas lições, sem perceber, ditam-me a vida.

Hei! Tu que estás aí!
Ensinou-me as cores,    
Leciona-me poemas, soletra-me amores. 
Tu que és das “águas divisor,”
Explica-me as moléculas, o calor.
E quem da a ti o merecido valor?

Hei, tu que estás aí!
E não escondes tua esperança,
Tu que és da vida alavanca,
E dos sonhos precursor,
Oh, mundo ingrato,
Que haverá de ti sem tu professor?

Hei,  tu que estás aí!
E nem sempre apareces,
Fórmula ideias, desenvolve teses
Tu que és maestro e o mundo rege.
Que outro termo é inerente a ti?
Se não,  mestre, mestre.        


Samuel Ivani.

sábado, 5 de outubro de 2013

Para bom entendedor

    "Como trata Erasmo de Rotterdam em elogio da loucura: “O homem tende sempre a deixar a verdade de lado para correr atrás do falso”. É tão certo tal pensamento que quando um pregador em um sermão trata de assuntos sérios e reais, os ouvintes bocejam, cochilam; Tamanho é o desinteresse. No entanto quando conta uma lenda ilusória, aventuras irreais de algum guerreiro heroico, todos matem os ouvidos atentos e o sono se vai com a realidade. Indo um pouco além do pensamento do autor. Podemos evidenciar tamanha verdade em exemplos atuais; Quando uma lenda qualquer que seja, se torna real na mente de quem conta, e na mente da maioria de quem a houve ou ler, esta já se torna tão tediosa quanto os sermões sérios de que tratei anteriormente. Para falar a verdade, o fascínio das estórias está no acreditar individual do ser humano. Quando a maioria acredita, estas lendas se tornam reais e sérias e perdem a graça, dando aos ouvintes o sono cego por conhecerem uma verdade ilusória que não permite que se imagine dentro do enredo. Contos de fadas são interessantes para crianças por que elas se permitem entrar nas estórias. Quando adultos, muitos são ainda induzidos a crer em contos de fadas, porém, nestes contos não há espaço para imaginar uma realidade em que o individuo seja o personagem principal, que é a graça da fantasia, donde ai se perde a graça da loucura. Pois se muitos se encontram loucos, loucos são aqueles que são sensatos. Concluímos então que a loucura é algo individual, cada individuo tem a sua loucura particular, quando esta loucura se propaga para muitos a insensatez se torna o sensato e o contrário à loucura. Agora imagine quantas loucuras há no mundo travestida de sensatez."  ( Se os cães falassem.) Samuel ivani

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Vamos falar de nada













Escrevo este poema antes de cair no sono
Para que antes que eu durma sonhe
Escrevo este poema em poucos segundos
Para que este meus milhões de mundos
Caiba em minha mente e não suma.
Poema de poucas rimas
Eu sei! Poucas palavras; confesso!
Estes versos sem sina, sem requinte.
Poema sem sentido! Sem esmeros?
Que haverá contigo olhos de inverno?
Que antes de dormir me enxergam estes versos.
Escrevo este poema antes de cair, não no sono,
Talvez nos calabouços de meus prantos.
Malditos prantos sem lágrimas.
É certo que estes  o mundo esquece.
E o que farei com os meus mundos
Os mando pro inferno?
Que farei com meus amores?
Deixá-los-ei sem vida,
Sem rumo,  distante do respirar?
Deixá-los-ei  sem o amar,
Sem as regalias de sonhar
Cair-me-ei no sono desta falta,
Neste profundo sono
Que as pálpebras rígidas
Impedem meus olhos de fecharem.
Escrevo este poema que nada diz
Antes talvez de dormir
Sem o orgulho que deveria

Pois repito: - Este poema nada diz! 

SAMUEL IVANI

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Por onde anda os meus caminhos?


Quantas aspirações absurdas! 
Quantos caminham orgulhosos em seus próprios anseios, orgulhosos por inúmeras informações que lhe são repassadas; como que,  o mundo caminha bem para a perfeição que nunca chega... 
Quantos caminham orgulhosos por caminhos que não conhecem, e mesmo assim, caminham. E eu que não dou um passo por que conheço estradas aos montes e estas que me surgem à frente, não me levam ao meu desejado destino. 

Tantos que permanecem estáticos em relação à vida e têm a sensação que caminham constantemente, e de certa forma, caminham mais que muitos que por medo esperam a via certa surgir para dar os primeiros passos.  
Tantos que não vêem a beleza que há na vida além do simples respirar, e mesmo assim, são mais felizes que estes que enxergam além do que não lhe foi dado para enxergar. 
E estes outros tantos que amam infinitamente menos que eu, e mesmo assim, vivem absurdamente mais amores; isto me leva a crer que o segredo do amor talvez não seja amar.
- Por onde andas as minhas estradas?

- Por onde corre os meus caminhos? Talvez tenha que ainda muito caminhar para encontrá-los! Ou talvez não os conheça. Ou como tantos; já me encontro no caminho e não percebo!    

- Por que haveria eu de ser especial? 
- Por que haveria eu de ser além de qualquer um que simplesmente vive? Há tantos com suas próprias aspirações, com seus próprios orgulhos. 

-Por que eu haveria de ser diferente? 

A estrada de cada um é esta que se segue sem rumo pra lugar nenhum e para uma certeza que ninguém precisa caminhar para alcançá-la. SAMUEL IVANI.

RAIMUNDOS ESQUECIDOS DO MUNDO.

RAIMUNDOS ESQUECIDOS DO MUNDO.  SAMUEL IVANI

Olha o esquecido  Raimundo
Raimundo das enxadas
Do sol longas jornadas
Hoje quase defunto
Ontem Da lavoura e da terra
Do sertão e da serra
Como tantos outros no mundo.

Aquele outro a passos lentos
É tratado de Raimundo filho
É novo, também esquecido
Mas, pra ele ainda há tempo
De mudar a sua  sina
E no mar da vida rinha
Ser tanto vela quanto vento.

Aquele outro  também a caminhar
É nos conformes  tratado,
De professor João letrado.
Nele há o orgulho de ensinar
A todos que queira aprender
Sendo que disseminar o saber
É dom e faz sem reclamar.

Caminham na estrada que brilha
Na  terra do sol que queima
Pouco Raimundo semeia
Mas de sol a sol é sua lida
E sabe que pra Raimundo filho
Que da vida é o motivo
Não deseja a mesma vida.

Conte-me  professor  de nota
Si é  boato ou  verdade
Que lá pras banda da cidade
Abriu um lugar que abre portas
Pra poucos e muitos
Como meu filho Raimundo
Que  prefere a escola. 

É verdade e  de longa data
104 anos  hoje já se comemora
Mudando a vida e a história
Arrancando trapos e pondo fardas
Em  Raimundos e Marias,
Antonios e Zacarias
Que outrora não tinham nada.

Como  haveria eu de não ter visto
Cem anos é o que diz?
Tem certeza que é no Brasil?
Há tempos que nesta terra vivo
E a pouco ouvi rumores sequer
Eu arrastando terra pro pés
Quando outro destino poderia ter tido.

Antes Senhor  não havia notado
Pois  só a  pouco neste município
Foi  aprovado e  estabelecido
 mais já estar  implantado
E seu Raimundo filho
Não será outro esquecido
E pra vida será preparado.

Professor  mais de um século
Hoje com honra se comemora?
E Tantos outros Raimundos sem escola.
Sem chances foram ao cemitério
Tantos   Raimundos que como eu não viram
Nasceram viveram e nada construíram
Havia necessidade mesmo deste mistério?

Havia tantos com outros interesses.
Havia  tantos com outras ambições
Educação para poucos em ações
Não é, ou não eram interesses destes
Educação  dá a terra muitos donos
E ao povo  o abandono
Garantiam as posses a estes  reis.

Dizei-me professor das letras
Que tempos Comemoramos
O muito tempo, os cem anos
Ou o pouco tempo estreito
Que este  instituto  conheço?
Comemoro de antes seu enredo
Ou futuro do tempo que chega?

Justo seria esquecido Raimundo.
Comemorar os tempos de agora
A vitória é o que se comemora.
E  não o conhecia este mundo
Celebra-se o tempo presente
 As vitórias de agora desta gente
Inclusive de seu filho Raimundo.

Haverá ele de ter diferente destino?
Professor, nestas andanças da vida.
Diferente dos  passos secos que tive?
Haverá ele de traçar outros caminhos?
Haverá  de ver outra cor no sol.
Além destas que queima os olhos
Além destas cores de  extermínio.

Lá é o instituto de ciências e tecnologia
Lá se Ensina tirar energia do sol
Ensina a construir o anzol
E as embarcações da vida
Não há de lhe faltar o peixe
Nem as malhas das redes
Que dá a vida à calmaria.

Por sorte senhor João letrado
Hoje a vida é diferente
Que bom que nossa gente
Pode fazer diferente do passado
Agora Não me conformo
 Com os  Raimundos de outrora.
Esquecidos e já acabados.

Meu caro Raimundo esquecido
A vida tem destas peças
Vida que o mundo atesta
Em suas  inúmeras injustiças
Olhemos agora pra frente
Fixemos nosso presente
E que o passado seja só registros. 

No meu tempo professor.
Quem não lavrava e colhia
Sedo logo morria
Como meu pai dizia
Quem do próprio suor não vive
Não merece o chão que pisa
Nem da vida as regalias.

Seu filho já é escolarizado
Já deve de ser muito astuto
Sendo que no instituto
Melhor  será preparado
Para as andanças da vida
Para aguçar a sabedoria
Deste que é  autodidata.

Sabes professor das salas
Auto didata, ou  alto que seja,
Importante é alto que ele chegue.
Não quero que sinta as faltas
Que nos coro um dia  passei
E se passar por  onde andei,
Que seja vencendo as batalhas.

Então que comemoremos
Professor das letras
Os poucos anos que seja
Que o instituto conhecemos
E que meus filhos e filhos deles
Comemorem  justamente
Os cem anos que conhecerem.

Então  que comemoremos
Raimundos esquecidos
As vitórias de teus filhos
Que não serão mais remendos
Nos farrapos do passado
Serão agora alfaiates
Da vida em seu próprio tempo.

Então que comemoremos
Ao menos os instantes
Raimundos  estudantes
O  tempo que conhecemos
Este amado instituto
E que mudemos o futuro
E com  luta passaremos
De Raimundos esquecidos
Para doutores bem vistos
E mestres de nosso tempo.

Ao final deste cordel
Dizei-me em que ele te vale?
Sei que Há nele tantas faces
há nele o brilho do céu
E também o sol que arde
Mas há sentido que se acabe
Sem a graça que ele pede.

Que valor a de ter este cordel?
Raimundo ou Raimundo filho
Ele Não me arrancou  risos
Devo realmente tirar o chapéu
Sei que Sendo Risos ou prantos
Triste ou cômico canto
Acredito que Cumpriu  seu papel.

Este cordel te vale em quê
Desconhecido Raimundo?
Ha de valer pouco ou muito?
Sei que Há nele teus por quês
Mas há de valer a vida
Ou os tempos esquecidos
Pelo o teu pouco fazer?

Valor há de ter João letrado,
Num sei que diabo é cômico.
Mas Valendo ou não, tem seu encanto.
E um valor há de ser dado
Ele aqui se encontra pronto
E sei que se ouvido por qualquer santo.
Já Há de ser um preço bem pago.

Ai estar à graça que me pede.
Sendo que agora estar  perfeito
E que a  comemoração se suceda
E nela a  alegria se complete 
Pois hoje Celebramos o aniversário
Do  instituto federal
Que  há tempos com honra faz  
de tantos Raimundos esquecidos
Tantos outros mestres queridos.
 Agora Só falta para este cordel
Os devidos parabéns
E aos professores também.
e nestas palavras que se repetem!
Desejo que por longos tempos
Ainda permaneça fazendo o bem.
A estes tantos Raimundos que o mundo esquece. 

domingo, 15 de setembro de 2013

VIDA!



Se dê a inocência, se prive.
Encante-se ao mínimo e viva.
Acostume-se com tudo
E sem viver as ilusões iluda-se.
Estranhe o mundo e aceite
As explicações sem sentindo.
Deite-se e não durma.
Ame e não busque.
Transmita a verdade
E nunca decida a realidade.
Encontre-se e será condenado.
Morra e ainda que vivo nascerá.
Acomode-se e nunca será eterno
Morra novamente e será esquecido.
Renasça e não verás a verdade dos céus.
Encontre o amor puro
E jamais o descreva.
Já existe um tipo estranho
De amor perfeito.
Diferente deste encanto, assusta.
Ame e não busque a razão.
Se buscares, e a encontrar
Abrirá mão do puro coração.
Encontre o amor verdadeiro
E viva; os derradeiros e primeiros
Sentimentos únicos e eternos,
Dessa vida e seu estranho enredo. 

SAMUEL IVANI.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

TEMPOS DA SAUDADE.

TEMPOS DA SAUDADE.

Tenho saudade de sentir saudade
Tenho saudade de ter algo longe para desejar estar perto.
E de sonhar... Como tenho saudade de sonhar;
Sonhar em atos heroicos
Onde Princesas são salvas de mal feitores, tão comuns quanto eu.

Saudades das loucuras que me tornavam humano
Saudades dos humanos que se foram com o tempo por que não eram meus.
Tenho Saudade de ser;  de ser acanhado, de ser estranho.
Bons tempos eram aqueles que corações disparavam
Só de imaginar as paixões que eram eternas em segundos.

Saudade do tempo que não se resistia à saudade
E encontrava desculpas sem sentido para matá-la a qualquer custo.
Saudade do ridículo das paixões, das insanidades sãs  
Que dava todo sentido a uma vida ainda em formação.
Saudade das vontades incontroláveis que mesmo sem realizá-las
Perdia-se em meio a outras e outras  e assim eternamente se vivia.

Saudade de tornar qualquer música trilha sonora de momentos
Que ocorriam apenas em minha mente.
Quão bom era ouvir estas trilhas sonoras do lado
de quem me induzia a criá-las
Mesmo sabendo que só  fazia sentido para  um dos dois.   

Saudade dos tempos das saudades que não voltam,
Mas hoje  este  tempo  pertence a outros,
Talvez não sintam na mesma intensidade que eu
Mas ainda é tempo de muitos,
E em pouco tempo será a saudade de outro sonhador.  

Samuel Ivani