segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Guerra humana

   
    A busca pela a paz mundial.  Creio eu, que seja a maior das hipocrisias do homem. A guerra está incrustada na essência humana, e não se distancia  do instinto de sobrevivência. A guerra destrói os homens, apenas pelo o fato de que a racionalidade permite que criemos realidades ilusórias, apesar das contradições no sentido das palavras. O homem imagina o que necessita para sobreviver muito além do que realmente precisa, porém,  a realidade é ilusória, no entanto a luta é real e destrói milhões de seus semelhantes. A paz mundial não passa de uma frase de efeito de candidatas a “miss universo. A  guerra estar  na essência humana, assim como  estar na  mãe o instinto de proteger a cria. Quando a guerra não é quente, é fria. Quando a ideia de guerra é repugnada, os homens  encontram meios de camuflá-la.O homem vive em um nicho ecológico competindo para sobreviver , assim como tantas outras espécies no planeta. Como já disse, a nossa capacidade de criar realidade é o que nos torna criaturas, ao olhar dos humanitários, desprezíveis.  Enquanto a raça humana existir haverá guerras. Note que como já não há tantos motivos reais para a guerra, a paz se torna o motivo, na verdade a paz sempre foi motivo principal..
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     O homem desde sempre busca meios de matar seus semelhantes com mais eficiência, e ainda se utiliza de eufemismo para encobrir a sua essência; buscando meios de matar de uma forma “mais humanitária”. O exemplo era  à bala dundum, um projétil criado em 1890, que se estilhaçava na vitima provocando sérios danos, diferente do que ocorre com a bala comum. À bala dundum foi proibida justamente por que provocava dores intensas. Então ficou legalizada a bala  que era mais humanitária. Outro exemplo mais recente aconteceu na síria em que foram utilizadas armas químicas em civis, do qual morreram mais de 1400 rebeldes círios. As armas químicas também são consideradas uma forma desumana de matar. Foi exigido que o arsenal químico do governo fosse destruído para que os (USA) não invadissem o país. A pergunta que paira é: Qual a forma mais correta para matar, Sendo que é errado tirar a vida de um ser humano? Diante de tais fatos, podemos concluir que a famigerada busca pela a paz mundial, não passa de uma forma eufêmica, ou desculpas, para  se encontrar meios mais eficientes de  matar e de se fazer guerras, guerras estas que são  inerentes ao nosso comportamento instintivo. A competição é inerente a vida biológica, competimos o tempo inteiro, em todos os âmbitos da vida, economia, amor, no esporte... Tudo não passa do instinto animal que temos e que jamais perderemos, já que tudo acontece inconscientemente. Guerras humanitárias, meus caros leitores. Irônico?  


“A mais tola das certezas humanas é crer que sua mente evoluiu  com a racionalidade. Ainda somos animais, com comportamento animal, só evoluiremos  quando pararmos de  negar esta realidade.” Samuel Ivani 

domingo, 27 de outubro de 2013

A educação condicionada aos interesses do governo

Efeitos da lei seca no Brasil
Trecho da minha redação:
[...]A lei seca de início, com a forte fiscalização, obteve exito.  O número de acidentes no país diminuiu significativamente, no entanto este assunto já não estar tão atual no nosso país. Hoje, a lei seca ainda traz muitos benefícios para a população e inclusive para o governo. Sendo que hoje ela estar servindo para tirar o foco do principal assunto que paira na mente dos jovens brasileiros, e da população em geral, que é a insatisfação com o governo, e o sistema politico vigente em nosso país, insatisfação esta, refletida em manifestos sociais.[...]
"Este tema na redação, só mostra que a educação é condicionada aos interesses dos governantes no poder. A lei seca a tempos que não estar na mídia, pouco se falou em jornais a respeito este ano.  É um tema definitivamente ultrapassado, apesar que deve ser sempre lembrado, já que é um problema sério os acidentes provocados por motoristas alcoolizados, para o governo é devido aos gastos com saúde com pessoas acidentadas.   No entanto o governo jamais daria a chance dos jovens criticar o governo na redação. Mais uma estratégia de marketing, que é sempre válida em nosso sistema politico."

terça-feira, 22 de outubro de 2013

As pessoas se vão


  As vezes me pego a pensar quantas vezes já mudei de vida, ou quantas vidas já tive por conta de tantas pessoas que conheci e que se foram com o tempo. As pessoas surgem,  pensamos que serão eternas, mesmo assim, elas  também se vão.
Me pego a pensar que na verdade eu que nunca fui eterno pra ninguém por conta que todas as vidas que vivi não eram minhas, consequentemente as pessoas também não. Aquelas que se foram, posso concluir também que não foram eternas pra mim. Na verdade, eu que sai  de suas vidas, porque a vida que vivia enquanto elas eram eternas, não era a vida que desejei. Todos continuam vivendo, enquanto eu  tento encontrar as minhas razões, nestas pessoas que surgem e que se vão com o tempo.  Quantos juramentos de eternas lembranças que jurei justamente, pois tudo, como dizem, "é eterno enquanto dura." No entanto, a distância em conjunto com o tempo fizerem destes juramentos meras faláceas em minha lembranças torras e opacas,  devido o tempo que passa sem parar.  Porém digo aos ouvidos tolos que um dia ouviram tais palavras sem méritos, que todas as vezes que tais lembranças me surgem a mente, elas tornam-se tão eternas quanto o dia que tolamente as deixei saírem de minha boca.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Trecho de "Se os cães falassem" meu terceiro livro.

"- Grito, pois louco sou.

- Tuas ideias devem sempre ser jogadas em terras férteis, e normalmente o mundo a tua volta é terra seca e árida. Então, aprisione-se! Silencie! Pois teus cantos aos ouvidos dos tolos se reduzem a meros gritos. Sementes de boa germinação, jogadas em terras inférteis jamais floresceram, e as ervas daninhas em volta farão questão de torná-la semelhante a tantas que a cercam. Então, silencie enquanto puder, e quando não puderes mais segurar, as ponha em papel amarelo, e jamais as publique. O mundo que contigo cresce, só fará de tuas boas sementes, nada mais que ervas daninhas que crescem sem méritos. Silencie tuas ideias, nem uma terra por mais verde que se pareça, é mais produtiva que tua própria mente.
- Mas eu, que sou louco, grito e canto e nada digo! Eu, que sou louco apenas grito.   Então tolo, se fores gritar, grite em silêncio." ( Se os cães falassem) Samuel Ivani

domingo, 13 de outubro de 2013

Texto em homenagem ao professor

MESTRE, MESTRE DA VIDA.  

Hei, tu que estás aí!
E nem sempre aparece,
Tu que de muitos não se difere,
E Corrige os erros,  desse  mundo incerto.

Hei,  tu que estás aí!
E tanto se esforça
Eu ignorante me abre portas,
E porque tantos te colocam em vielas esquecidas?
E tuas lições, sem perceber, ditam-me a vida.

Hei! Tu que estás aí!
Ensinou-me as cores,    
Leciona-me poemas, soletra-me amores. 
Tu que és das “águas divisor,”
Explica-me as moléculas, o calor.
E quem da a ti o merecido valor?

Hei, tu que estás aí!
E não escondes tua esperança,
Tu que és da vida alavanca,
E dos sonhos precursor,
Oh, mundo ingrato,
Que haverá de ti sem tu professor?

Hei,  tu que estás aí!
E nem sempre apareces,
Fórmula ideias, desenvolve teses
Tu que és maestro e o mundo rege.
Que outro termo é inerente a ti?
Se não,  mestre, mestre.        


Samuel Ivani.

sábado, 5 de outubro de 2013

Para bom entendedor

    "Como trata Erasmo de Rotterdam em elogio da loucura: “O homem tende sempre a deixar a verdade de lado para correr atrás do falso”. É tão certo tal pensamento que quando um pregador em um sermão trata de assuntos sérios e reais, os ouvintes bocejam, cochilam; Tamanho é o desinteresse. No entanto quando conta uma lenda ilusória, aventuras irreais de algum guerreiro heroico, todos matem os ouvidos atentos e o sono se vai com a realidade. Indo um pouco além do pensamento do autor. Podemos evidenciar tamanha verdade em exemplos atuais; Quando uma lenda qualquer que seja, se torna real na mente de quem conta, e na mente da maioria de quem a houve ou ler, esta já se torna tão tediosa quanto os sermões sérios de que tratei anteriormente. Para falar a verdade, o fascínio das estórias está no acreditar individual do ser humano. Quando a maioria acredita, estas lendas se tornam reais e sérias e perdem a graça, dando aos ouvintes o sono cego por conhecerem uma verdade ilusória que não permite que se imagine dentro do enredo. Contos de fadas são interessantes para crianças por que elas se permitem entrar nas estórias. Quando adultos, muitos são ainda induzidos a crer em contos de fadas, porém, nestes contos não há espaço para imaginar uma realidade em que o individuo seja o personagem principal, que é a graça da fantasia, donde ai se perde a graça da loucura. Pois se muitos se encontram loucos, loucos são aqueles que são sensatos. Concluímos então que a loucura é algo individual, cada individuo tem a sua loucura particular, quando esta loucura se propaga para muitos a insensatez se torna o sensato e o contrário à loucura. Agora imagine quantas loucuras há no mundo travestida de sensatez."  ( Se os cães falassem.) Samuel ivani

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Vamos falar de nada













Escrevo este poema antes de cair no sono
Para que antes que eu durma sonhe
Escrevo este poema em poucos segundos
Para que este meus milhões de mundos
Caiba em minha mente e não suma.
Poema de poucas rimas
Eu sei! Poucas palavras; confesso!
Estes versos sem sina, sem requinte.
Poema sem sentido! Sem esmeros?
Que haverá contigo olhos de inverno?
Que antes de dormir me enxergam estes versos.
Escrevo este poema antes de cair, não no sono,
Talvez nos calabouços de meus prantos.
Malditos prantos sem lágrimas.
É certo que estes  o mundo esquece.
E o que farei com os meus mundos
Os mando pro inferno?
Que farei com meus amores?
Deixá-los-ei sem vida,
Sem rumo,  distante do respirar?
Deixá-los-ei  sem o amar,
Sem as regalias de sonhar
Cair-me-ei no sono desta falta,
Neste profundo sono
Que as pálpebras rígidas
Impedem meus olhos de fecharem.
Escrevo este poema que nada diz
Antes talvez de dormir
Sem o orgulho que deveria

Pois repito: - Este poema nada diz! 

SAMUEL IVANI